Mostrando postagens com marcador juliet-marillier. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador juliet-marillier. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de agosto de 2014

Maratona de Verão

PallasAthena's leituras-férias-14 book montage

The Hunger Games
Divergent
Fragments
The Sending
The Caller
Beta
The Warded Man
Insurgent
A Muralha de Gelo
Prodigy
Mistborn: The Final Empire
Allegiant


PallasAthena's favorite books »





Desafiada pelo evento Maratona de Verão, estes são os livros que reuni para me acompanharem durante este mês de Agosto. Embora as regras do evento estipulem data de fim para dia 17, adaptei esta versão para mim, uma vez que vou prolongar até ao final do mês de Agosto, pois o meu objectivo é conseguir dar vazão à quantidade enorme de livros que tenho nas minhas estantes, principalmente quando este mês já comprei 5 livros.



A actualização deste momento conta com 6 livros lidos:


  • A Voz
  • Hunger Games
  • Divergente
  • Insurgente
  • Fragments
  • O Homem Pintado




Estou neste momento a ler Prodigy, e irei iniciar o Império Final.

Opiniões estão para breve, e actualizarei este post à medida que for terminando.

sábado, 31 de julho de 2010

Sangue-do-Coração, Juliet Marillier


 "   Uma maldição. Um desafio. Um amor impossível...

Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção...

Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza deteriorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro.
E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa.
À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados..."

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 400
Editor: Bertrand Editora
P.V.P.: € 16,32 


E depois de uma longa ausência, regresso para falar nada mais nada menos do que da nova obra de Juliet Marillier - Sangue-do-Coração. Absolutamente fenomenal! Quando já pensámos que lemos o melhor dela, eis que regressa com este livro divinal, que marca também o regresso à sua forma de escrita de que eu - e acredito todos os que seguem Juliet Marillier - já sentia imensas saudades. 

Toda a envolvente da história é original e fascinante, o que  contribui em muito para que me surpreenda sempre nas suas histórias, conseguindo ao mesmo tempo manter-nos enredados e a pensar no que mais estará para acontecer. 

Nas suas histórias não existem bons ou maus, mas sim pessoas que com as suas experiências e as suas mágoas cometem erros. 
Adorei imenso a personagem principal, Caitrin que, embora com as suas fragilidades, era para mim a personagem mais corajosa, mais forte, sempre com esperança, sempre a ver o bom nas pessoas, mesmo quando mais ninguém o via. 

Whistling Tor é um lugar de mistérios, de tristezas e dor, mas onde existe também lugar para o amor e para a amizade. E se à primeira vista, parecesse um local de trevas, rapidamente damos por nós a reconsiderar totalmente a primeira percepção que temos através das palavras de Marillier. 

Para mim, este é um livro fantástico que recomendo a todos, sejam ou não apreciadores deste género mais fantasioso. Porque por mais fantasia que Marillier empregue às suas histórias, existe sempre um lado muito humano, muito realista naquilo que nos transmite.

Apenas uma nota relativamente à capa: está fantástica!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Segredo de Cibele, Juliet Marillier

Uma nova aquisição, por cortesia do namorado, a propósito do passado dia de S. Valentim. 


"Paula viaja até Istambul com o seu pai em busca de um artefacto ancestral. O desejo que Paula tinha em descobrir o reino mágico onde vivera com as suas irmãs foi substituído por objectivos mais práticos: tornar-se comerciante de livros e manuscritos. No entanto, pistas e rumores acabam por convencê-la de que se encontra numa demanda fantástica e que a pessoa responsável por lhe ir dando essas pequenas suspeitas seja a sua irmã desaparecida, Tati. Puzzles, enigmas, testes de força e lealdade, lições sobre o amor, confiança e conhecimento - tudo isso surgirá na viagem de Paula, uma viagem onde o insucesso tem como preço a morte."

Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 368
Editor: Bertrand Editora
P.V.P: 20,95€ 
 

É com bastante entusiasmo que encaro esta leitura, o segundo volume da Saga Wildhood. Adorei o primeiro, Danças na Floresta o qual falei aqui no Livreo há precisamente um mês, e as expectativas com que parto para o Segredo de Cibele são bastante elevadas, uma que vez que se trata de Juliet Marilier, uma das minhas escritoras predilectas como já tive ocasião de o dizer anteriormente. Além disso, estou bastante curiosa para conhecer Duarte, o pirata português.
 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Danças na Floresta, Juliet Marillier



"Este livro da autora é inspirado no conto de fadas As Doze Princesas Bailarinas. É a história de cinco irmãs intrépitas, em luta com quatro criaturas sinistras, três misteriosos presentes mágicos, dois amantes proibidos e um sapo enfeitiçado. Há muitos mistérios na floresta. Jena e as suas irmãs partilham o maior de todos, um segredo fantástico que lhes permite escapar à vida diária nos campos da Transilvânia, e que mantiveram escondido durante nove anos. Quando o seu pai adoece e tem de abandonar o seu lar na floresta durante o Inverno, Jena e a sua irmã mais velha, Tati, ficam encarregues de cuidar da casa e das outras irmãs. O surgimento de uma misteriosa jovem de casaco preto faz nascer o amor numa das irmãs e, subitamente, Jena apercebe-se que tem de lutar para salvar aqueles que lhe são mais queridos. Acompanhada por Gogu , Jena tem de enfrentar grandes perigos para preservar não só as pessoas que ama, como também a sua própria independência e a da família."


Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 332
Editor: Bertrand Editora
P.V.P.: 20,95 €


Como não podia deixar de ser, este é mais um livro de Juliet Marillier que não me desiludiu, apesar de a fasquia ser sempre elevada quando comparado com livros como o Filho das Sombras.
Adoro contos de fadas, é algo que ficou da minha infância e permanecerá comigo para sempre. E este livro, inspirado no conto "As Doze Princesas Bailarinas", fez-me viajar muitos anos atrás, até à minha infância, onde lia/via os livros/filmes, em que ficava deslumbrada com os mundos fantásticos e as criaturas encantadas, com princesas corajosas, feiticeiros, e as histórias de amor trágicas, mas com finais felizes.

Embora esteja direccionada para um público mais jovem, este é um livro que aconselho não só aos leitores que apreciam a obra de Juliet Marillier, mas a todo o público em geral, independentemente dos gostos ou da idade. Escrito com simplicidade, e mantendo o estilo de narrador na primeira pessoa, Marillier faz-nos mergulhar no enredo, que considero estar muito bem delineado, de forma tão profunda, que não conseguimos parar de ler por um instante que seja, onde rimos e choramos com as personagens que se tornam tão queridas, de tão familiares.

Obviamente que existiram personagens que me marcaram profundamente: Jena, a narradora, pela sua força apesar de todas as contrariedades às quais foi constantemente posta à prova, pela sua amabilidade pelas criaturas e o respeito pela floresta e todos os que aí habitam, neste reino e no outro, e pela sua capacidade de perdoar, por mais magoada que se sentisse; Gogu, o sapo sarcástico, caustico, e sensato, o melhor amigo de Jena, que era a única pessoa capaz de o "ouvir"; Draguta, a feiticeira da floresta, com o seu humor negro, que nos leva a indagar qual a sua verdadeira natureza, se boa ou maléfica, mas que desempenha ao longo de toda a história um papel bastante importante, embora não tenhamos essa percepção de imediato.

E a par dos contos de fadas, Marillier transporta-nos até à Transilvânia, onde nos encanta com os mitologia e lendas sobre esta região hostil e o seu povo que em sintonia com a Natureza, faz os possíveis para sobreviver.
Quero destacar também o design gráfico da capa, e contracapa onde vigora uma complexidade de figuras e cores, mas quando olhado com atenção, conseguimos percepcionar todos os principais intervenientes da história.
Espero que gostem tanto deste livro como eu gostei, e é com elevadas expectativas que empreenderei na viagem com Paula - a irmã intelectual de Jena - e o seu pai Teodor à Turquia, no livro "O Segredo de Cibele", já editado em Portugal.

Este foi o primeiro livro do meu desafio literário pessoal para este ano, e não podia começar de forma melhor!



E claro está fiz a minha própria pesquisa e aqui fica o link para o conto dos irmãos Grimm.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Herdeiro de Sevenwaters, Juliet Marillier



"Os chefes de clã de Sevenwaters são há muito guardiões de uma vasta e misteriosa floresta, um dos últimos refúgios dos Tuatha De Danann, as Criaturas Encantadas que povoam as velhas lendas. Aí, homens e habitantes do Outro Mundo coabitam lado a lado, separados pelo finíssimo véu que divide os dois reinos e unidos por uma cautelosa confiança mútua. Até à Primavera em Lady Aisling de Sevenwaters descobre que está grávida e tudo se transforma. Clodagh teme o pior, uma vez que Aisling já passou há muito tempo a idade segura para conceber uma criança. O pai de Clodagh, Lorde Sean de Sevenwaters, depara-se com as suas próprias dificuldades, vendo a rivalidade entre clãs vizinhos ameaçar fronteiras do seu território. Quando Aisling dá à luz um filho varão - o novo herdeiro de Sevenwaters - Clodagh é incumbida de cuidar da criança duarnte a convalescença da mãe. A felicidade da família cedo se converte em pesadelo quando o bebé desaparece do quarto e uma coisa não natural é deixada no seu lugar. Para reclamar o irmão de volta, Clodagh terá de entrar nesse reino de sombras que é o Outro Mundo e confrontar o poderoso princípe que o rege. Acompanhada nesta missão por um guerreiro que não é exactamente o que parece, Clodagh verá a sua coragem posta à prova até ao limite da resistência. A recompensa, porém, talvez supere os seus sonhos mais audazes..."

Após 8 anos da publicação da Filha da Profecia, Juliet Marillier regressa à Trilogia de Sevenwaters, a qual tenho de admitir, tem um gosto muito especial para mim, pois foi com esta trilogia que me iniciei na literatura adulta. Adorei todos os três livros anteriores a este, com mais enfoque, claro está, no segundo volume, O Filho das Sombras.
Adorei regressar a Sevenwaters, às suas florestas coabitadas por seres mágicos, às festas onde as histórias eram partilhadas à lareira; e as descrições de Marillier são tão pomernorizadas que nos transportam para aquele tempo e vemos tudo com uma clareza impressionante. Apesar de Juliet ocupar o lugar mais alto nas minhas preferências literárias, sinto que este não alcançou o mesmo patamar que os anteriores, talvez por o estilo de escrita estar dirigido a um público mais jovem, algo que não aconteceu nos restantes da trilogia; no entanto não deixa de ser um livro excepcional, ou não se tratasse de Juliet Marillier.
Fica agora a expectativa para ler a continuação.

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 480
Editor: Bertrand Editora
P.V.P. € 18,53


sábado, 30 de maio de 2009

O Poço das Sombras, Juliet Marillier

"Em missão secreta na Irlanda por ordem do Rei Bridei de Fortriu, Faolan tem também de dar a notícia da morte de um bravo guerreiro. Porém, o principal assassino e espião de Bridei tem de enfrentar os demónios do passado sombrio da sua família com resultados inesperados.

Quando segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem perturbada e desconfiada.
Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a uma vida de privações e labuta, a jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições novas, onde o principal desafio é aprender a confiar nas pessoas. Na corte de Bridei, em Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. Após o desaparecimento do principal conselheiro de Bridei e a morte trágica de uma jovem criada, a ameaça provocada pela influência cada vez Maior da Cristandade parece ser o menor dos perigos..."



Mais um livro brilhante! "O Poço das Sombras", que veio dar seguimento ao "Espelho Negro" e "A Espada de Fortriu" enaltece o brilhantismo a que Juliet Marillier já nos habituou nas suas obras. Para mim, a trilogia de Sevenwaters representa e sempre representará o melhor de Marillier, mas mesmo assim, tem de ser dar o valor ás suas outras obras, que nos enfeitiçam e não deixam de suspreender com os seus enredos e histórias de coragem, de amor e de amizade. Assim acontece com "O Poço das Sombras". No terceiro livro das Crónicas de Bridei, é posto a nú a verdade sobre o passado de Faolan. Este empreende numa viagem, que tem por objectivo principal uma missão sob as ordens do rei Bridei, mas que acaba por ser também uma viagem ao passado: ao seu passado, e ao passado de Deord, o homem que dera a vida para que ele vivesse. Impelido pela amizade a Deord, Faolan dedica a sua viagem a proteger a filha e a neta do amigo, Eile e Saraid. As privações de que fora vitima, tornara Eile numa jovem forte e desconfiada, onde tudo fará para proteger a filha, Saraid. De inicio tem algumas reservas em confiar em Faolan, no entanto ele ajuda-a, o que mais ninguém foi capaz de fazer, e empreendem numa viagem onde aprendem a confiar um no outro, partilhando os seus passados, os seus medos, numa relação de amizade onde figura a honestidade.
Como é hábito nas obras de Marillier, existe um mundo de magia onde tudo é relatado de forma minuciosa, o que permite ao leitor entrar profundamente na história como se estivesse realmente a vivê-la.


Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 608
Editor: Bertrand Editora

P.V.P. €19,95



domingo, 18 de janeiro de 2009

O Filho das Sombras, Juliet Marillier

“As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, que, tal como a mãe, Sorcha, herdou, além do dom da Visão, o talento de curar e penetrar no mundo espiritual. Os espíritos da floresta avisaram Liadan de que deve permanecer, para sempre, em Sevenwaters, se quer que as ilhas sagradas sejam reconquistdas aos Bretões, que as tomaram à força.

A Irlanda está em guerra. Atacantes assolam as suas costas – e uma nova fé ameaça a velha, dividindo o seu povo. Neste cenário perigoso um homem é temido, acima de todos os outros: o Homem Pintado granjeou uma reputação terrível como mercenário feroz e astuto e, com um espantoso bando, ataca aqui e ali com uma mão precisa, espalhando o terror por todo o lado e desaparecendo como por magia.

De regresso a casa, vinda de acompanhar a irmã, Liadan é capturada pelo Homem Pintado. Este revela ser um homem nada parecido com a lenda. Liadan sente-se atraída por ele, apesar da antiga profecia de maldição, mas poderá ela viver a sua vida e desafiar os espíritos, ou uma maldição cairá sobre Sevenwaters devido ao seu amor proibido?

História e fantasia, mito e magia, lenda e amor juntam-se nesta história fascinante. Imagens vívidas do nosso passado Celta tecem uma história de grande mistério e romance. O Filho das Sombras lança Juliet Marilier como um talento novo e extraordinário, seguindo-se ao seu notável primeiro livro A Filha da Floresta.”





“O Filho das Sombras” é o segundo volume da Trilogia de Sevenwaters, e na minha opinião, é o melhor romance de Juliet Marillier. Com alguns elementos do primeiro volume - “A Filha da Floresta” - este romance, narrado pela personagem principal, é único e prende-nos de uma forma que não conseguimos parar até chegar ao fim.
Ao contrário do primeiro volume, que encerra uma história mais fantasiosa, “O Filho das Sombras” mostra a realidade das alianças políticas, os casamentos arranjados, e amores impossíveis.
Liadan, uma princesa celta, dotada da Visão e da arte de curar, vê-se subitamente privada da sua vida, capturada pelo bando do Homem Pintado. Apesar da sua reputação de mercenário, Liadan mostra ser corajosa, não hesitando em desafia-lo, quando muitos se submeteriam à vontade dele. E aqui nasce uma improvável história de amor, mas que faz as delicias dos leitores. Liadan é um personagem forte, apesar de frágil, que para proteger quem ama, desafiará chefes, e ultrapassará o impossível, com uma fé inabalável.


Excerto do livro:

Não sei dizer o que me levou a dar o passo seguinte. Talvez fosse a hesitação na sia voz. Sabia o que lhe custava, falar assim. Talvez fosse a recordação do ar ele enquanto dormia. Só sabia, irresistivelmente, que, se não lhe tocasse, me desfaria em pedaços. Salta, gritou o vento. Salta. Fechei os olhos, movi-me na direcção dele, os meus braços rodearam-lhe a cintura, encostei a cabeça ao seu peito e descei correr as lágrimas. Pronto, disse a voz dentro de mim. Vês como foi fácil? Bran ficou muito quieto; e então os seus braços rodearam-me com muito cuidado, como se nunca tivessem feito aquilo antes e não tivesse a certeza de como continuar. Ficámos assim um bocado e o sentimento era tão bom, tão bom, como um regresso a casa depois de grandes sofrimentos. Não sabia a que ponto o desejava até ele me ter tocado. Não sabia, até o tocar, que ele era da altura ideial para me rodear confortavelmente os ombros. Para descansar a testa na cova do seu pescoço, onde o sangue pulsava por baixo da pele. Da altura perfeita.”


Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 464
Editor: Bertrand Editora
P.V.P. €18,95 



quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A Filha da Floresta, de Juliet Marillier


Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos.
O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas.
Os invasores de fora da floresta, os salteadores do outro lado do mar, os Bretões e os Viquingues, estão todos decididos a destruir o idílico paraíso. Mas o mais urgente para o guardiães é aniquilar o traidor que se introduziu dentro do domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite. Oonagh conquista Lorde Colem com os seus sedutores estratagemas; mas não consegue encantar a prudente Sorcha. Frustrada por não conseguir destruir a família, Oonagh aprisiona os irmãos num feitiço que só Sorcha pode quebrar. Se falhar, continuarão encantados e morrerão!
Então os salteadores chegam e Sorcha é capturada, quando está apenas a meio da sua tarefa... Em breve vai ver-se dividida entre o seu dever, que lhe impõe que quebre o encantamento, e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhora da guerra que a capturou.”


Este primeiro volume da trilogia Sevenwaters traz-nos a história de Sorcha, a mais nova de seis irmãos e única rapariga e o seu percurso atribulado devido a uma tarefa que tem de desempenhar, uma tarefa que poderá significar a morte dos seus irmãos. Mas os laços e a força que os une impelem-na a prosseguir corajosamente, apesar da sua tenra idade. Uma personagem de uma força de vontade incrível, que atravessa por vários horrores durante a sua tarefa. Mas ainda assim com capacidade para amar.
Escolhi este livro como primeira sugestão por ter sido o que mais me marcou, tendo mudado por completo a minha acepção no que respeitava ao género literário. Com a sua capacidade de nos fazer “viver” todos os momentos à medida que o lemos, desde aos mais pequenos pormenores até ao culminar da acção, Juliet Marillier apresenta uma obra fantástica, com uma escrita eloquente e uma história envolvente.
Embora o romance seja narrado na primeira pessoa, o que poderá desencorajar os leitores a optarem por este livro, apresenta uma narração bastante descritiva, que não cai no erro de centrar tudo unicamente na personagem principal, e vemo-nos envolvidos pelas emoções desta, assim como de todas as outras personagens. A acção desenvolve-se com bastante serenidade, onde todas as ligações entre passado e presente, personagens que se desencontram e se reencontram, e o brotar das emoções são exploradas e relatadas com a segurança e a eloquência que só uma escritora com o dom de Juliet Marillier é capaz de proporcionar.


Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 448
Editor: Bertrand Editora
P.V.P. €18,95