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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

NOVIDADES: Ken Follet, o Inverno do Mundo

http://imagens.presenca.pt//products/Liv01040533_f.jpg"Este volume vem dar continuação à extraordinária trilogia de Ken Follet, O Século, depois do êxito internacional alcançado pelo volume inaugural, A Queda dos Gigantes. A história recente do conturbado século XX continua a desenrolar-se como se diante dos nossos olhos, as figuras históricas e os acontecimentos reais evoluindo e decorrendo em simultâneo com as vidas da segunda geração das cinco famílias que já protagonizaram o primeiro volume, misturando-se num grandioso e colorido fresco em amplas pinceladas que, graças a uma rigorosa fundamentação e a um talento narrativo raro, se encaixam numa totalidade cheia de vida realismo. O Inverno do Mundo decorre entre a ascensão do nazismo e as suas dramáticas consequências até ao início da Guerra Fria."


PallasAthena.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Monte dos Vendavais, Emily Brontë



"O Monte dos Vendavais é uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adoptado em criança pelo patriarca da família Earnshaw, o senhor do Monte dos Vendavais, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança. Magistral na construção da trama narrativa, na singularidade e força das personagens, na grandeza poética da sua visão, nodoso e agreste como a raiz da urze que cobre as charnecas de Yorkshire, O Monte dos Vendavais reveste-se da intemporalidade inerente à grande literatura."



Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 320
Editor: Editorial Presença
Colecção: Obras Literárias Escolhidas
P.V.P.: €16,15



Esta é daquelas obras das quais é sempre uma grande responsabilidade tecer criticas sobre elas; não só pelas susceptibilidades que pode ferir, como também pela sua dimensão no mundo da escrita. Já li todo o género de opiniões, até mesmo o estudo da obra segunda uma perspectiva psicológica. Mas claro, nada como lermos por nós próprios para tirarmos as nossas conclusões.

Confesso que, devido às expectativas que criei, de inicio quando me apercebi da forma como a história era narrada, que me senti de alguma forma desiludida. Esperava uma grande história de amor, em que os sentimentos das personagens seriam expostos de uma forma bastante descritiva, quando para meu espanto me apercebo que toda a acção é narrada por Ellen Dean, a empregada. Pensei para mim, como é que a história teria a profundidade por tantos descrita? No entanto, essa dúvida durou apenas um instante. A forma como Nelly expunha tudo quanto observava remete-nos para um papel de expectador privilegiado. E para além disso, esta história é o relato de duas gerações - mãe e filha - sob o olhar atento da doce Nelly.

Odiei e adorei nas mesmas proporções as personagens Heathcliff e Catherine, e chorei pela sua relação tempestuosa. E mais não posso dizer ou estarei a revelar pontos importantes a quem ainda não teve oportunidade de ler esta obra.

Este foi daqueles livros que mesmo após finda a sua leitura, durante vários dias as personagens e todo o enredo não me sairam da cabeça. Posso considerar como um dos melhores que li até hoje, e aconselho a todos. Seguramente, será um livro que irei reler mais tarde.  

quinta-feira, 20 de maio de 2010

P.S. - Eu Amo-te, Cecelia Ahern

 "Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a mesma discussão - qual dos dois se ia levantar da cama e voltar tacteando pateticamente o caminho de regresso ao apetecível leito? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num rito conjugal de pendor cómico a que nenhum desejava pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida sem Gerry. Simplesmente não sabia viver sem ele. Mas ele sabia-o, conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou uma forma de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher, incentivando-a a viver de novo. Mas como se sobrevive à perda de um grande amor? Holly ter-nos-ia respondido: não se sobrevive! Mas Holly sobreviveu! "
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 376
Editor: Editorial Presença
Colecção: Champanhe e Morangos
P.V.P.: €14,96 
Um livro bastante emotivo. Com ele ri e chorei. Bem doseado com bom humor assim como com tristeza, numa narrativa em que muitos leitores se podem identificar com Holly, a personagem principal - quem é que não perdeu alguém de quem gostava muito? - e que nos mostra que mesmo perante a adversidade, podemos lutar para enfrentar os obstáculos e sobreviver. Holly sobreviveu, com muita ajuda por parte de Gerry que lhe deixou mensagens, uma para cada mês, que em muito contribuíram para que Holly desse um rumo à sua vida, que ficara virada do avesso.

Em boa verdade preferi o livro ao filme. Parece até que este nem faz grande sentido, e o facto de estar muito - mas mesmo muito - diferente do livro levou-me a desgostar consideravelmente. Bem sei que as adaptações para o cinema em muito altera a história original, só nunca pensei que fosse tanto. Mas claro que o filme fez-me associar um rosto às personagens, tornando a minha leitura muito mais realista.
Este livro foi um bom ponto de partida para conhecer Cecelia Ahern tendo  ficado bastante curiosa relativamente aos seus outros livros.    
Por fim, gostaria de realçar no fim, a última mensagem que Gerry deixou a Holly, que me levou lágrimas aos olhos. 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Os Três Reinos, Sandra Carvalho



"A literatura fantástica conhece neste momento um estado de desenvolvimento que a aponta no caminho do crescimento. A Presença iniciou a colecção «Via Láctea», dedicada a este género, em 2002, tendo Sandra Carvalho passado a incluir um leque de ilustres autores em 2005, constituindo-se como a primeira escritora portuguesa a figurar na colecção. Na realidade foi a primeira voz feminina a dar cartas e a conquistar um vasto público, fidelizando-o desde o primeiro instante com a sua série A Saga das Pedras Mágicas, da qual já fazem parte quatro volumes. Agora na quinta história, encontramo-nos no ponto em que as sombras da morte e da guerra alastraram sobre o Norte do Mundo e Thora, a loba prateada, desespera ao saber do destino das suas irmãs. Do Império, a sul, chegam rumores de que aquele que traz consigo o propósito de lançar sobre a Terra a escuridão eterna e absoluta já encarnou o Homem. Que esperança restará aos defensores do Bem, quando até as pedras mágicas da feiticeira Aranwen estão agora nas mãos do inimigo? Estará a profecia dos Três Reinos condenada a perder-se nesta luta caótica sem jamais se concretizar?"


Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 388
Editor: Editorial Presença
Colecção: Via Láctea
P.V.P.: €17,50



Mais um livro fantástico. Sandra Carvalho revela-se cada vez mais uma escritora brilhante. Enredos complexos que nos prendem do inicio ao fim. Embora seja narrado na 1ª Pessoa, a descrição das personagens está muito bem delineada, sendo fácil conseguir percepcionar através dos "olhos" de Edwina, aquilo que os outros pensam, ou sentem.
Este foi também um livro mais maduro e muito mais triste. Como é óbvio não irei revelar nada sobre esse aspecto - pois tal como não gosto de navegar por outros blogs e deparar-me com spoilers, depreendo que com os seguidores do Livreo se passa o mesmo - mas existiram certos acontecimentos muito marcantes, e embora compreendesse, custou-me aceitar, e provavelmente por esse razão tenho adiado a leitura do sexto livro, "A Sacerdotisa dos Penhascos" - por outro lado, como sei que ainda faltará muito até sair o sétimo volume, não quero ler já, ou na altura em que sair o próximo já não me recordarei da história.

Sandra Carvalho

Biografia: Sandra Carvalho é uma jovem escritora que tem vindo a afirmar-se como uma criadora incontornável da high fantasy em língua portuguesa. A sua Saga das Pedras Mágicas, que a Presença tem vindo a publicar, desperta um interesse crescente e entusiástico entre os apreciadores do género, que aguardam sempre com enorme expectativa o volume seguinte. Até ao momento saíram já, em ritmo imparável, A Última Feiticeira, O Guerreiro Lobo, Lágrimas do Sol e da Lua, O Círculo do Medo e Os Três Reinos. A Sacerdotisa dos Penhascos é o seu sexto romance, que vem dar continuação à Saga. 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Vai Aonde Te Leva o Coração, Susanna Tamaro



"Livro sensação, livro de descoberta ou de redescoberta e por isso mesmo não alheio à diversidade de reacções. Através de um registo em que três gerações de mulheres dialogam, numa voz que reconta as suas vidas, Susanna Tamaro serve-se dessa estrutura narrativa para confrontar os diferentes tempos vividos e reavaliar este ciclo geracional. A leitura deste livro é enleante, quase hipnótica, comovente, o que justifica talvez o seu imenso sucesso internacional. De resto, a circulação do livro a esta escala surpreendente deve-se a um fenómeno de passagem de testemunho de leitor para leitor traduzido numa verdadeira consagração deste romance, que o tem mantido ininterruptamente no topo das preferências.

«Mais do que viver em paz, é essencial enfrentarmos a nossa vida com honestidade e clareza.»
Susanna Tamaro, em entrevista à Lux Woman

«Duma maneira ou de outra, todos os meus livros falam da família e das relações familiares, porque nós somos – como indivíduos – o resultado dos nossos pais, dos nossos avós e dos nossos bisavós e, portanto, se quisermos saber quem somos, antes de tudo, devemos procurar compreender de onde vimos. E, depois, os nossos pais, pela positiva ou pela negativa, formam-nos, e, por isso, crescer significa também saber distinguir e separar aquilo que provém deles daquilo que nós queremos.»
Susanna Tamaro, em entrevista à Lux Woman

«Uma versão italiana de “Pontes sobre Madison County” em que uma velha senhora de Trieste envia, à sua neta na América, uma série de cartas em que a encoraja a “seguir o seu coração”.»
Library Journal"
Susanna Tamaro (1957) Trieste, Itália. Autora de bestsellers, como Vai Aonde Te Leva o Coração e Querida Mathilda, iniciou-se no panorama literário em 1989 com a obra Com a Cabeça nas Nuvens. Hoje, o seu nome é um dos mais sonantes da literatura italiana, tendo conquistado milhares de leitores em vários cantos do mundo. 


Edição/reimpressão: 2000
Páginas: 120
Editor: Editorial Presença
Colecção: Grandes Narrativas
P.V.P.: € 11,00 

Tive este livro em minha posse durante bastante tempo, até ganhar coragem para lhe pegar. As criticas que tinha ouvido não tinham sido as melhores, o que tinha influenciado o facto de ter adiado a sua leitura durante tanto tempo.
No entanto, apesar das expectativas, não desgostei. É bastante triste; uma mulher, sozinha na idade e na doença, longe da sua única família, a neta, com a qual a relação não é das melhores, relata as histórias de três gerações diferentes, em forma de cartas que a avó escreve à neta, embora não as envie.

Ela descreve, com uma simplicidade todas as teias que se enredaram e que levaram aos acontecimentos presentes, não pretendendo expiar as suas culpas, apontando o dedo seja a quem for, mas sim descrever uma vida que fora difícil desde a mais tenra idade, e onde somos confrontados com o facto de que por vezes as circunstâncias que levam a determinadas situações são mais complexas do que nos propomos a pensar, e onde a culpa pode ser muito subjectiva.
Existe um segundo volume, denominado "Escuta a minha Voz", mas ainda não tive a oportunidade de o ler, embora as criticas que tenho ouvido não sejam as melhores. Contudo, há que dar sempre o benefício da dúvida, pois por vezes, podemos surpreender-nos. 

A Saga das Pedras Mágicas, Sandra Carvalho



Decidi que hoje chegara a altura de falar finalmente sobre uma autora portuguesa que se tem evidenciado no género fantástico. Estou a falar, claro está, de Sandra Carvalho. Quem não conhece a história de amor de Catelyn e Throst? Confesso que partilho da opinião de muitos leitores relativamente ao facto de o primeiro volume ter demasiadas coincidências com a Filha da Floresta de Juliet Marillier, e receei que a história não desenvolvesse por si só. Mas valeu bem a pena esperar, porque assim que essas semelhanças se dissiparam toda a história ganhou um novo contorno, com amores impossíveis e quezílias políticas. 


Até ao momento apenas li quatro volumes, tendo acabado recentemente de ler "O Círculo do Medo", e gostei bastante de todos, com especial destaque para o segundo volume: O Guerreiro Lobo.
Como personagem principal, Catelyn revelou-se deveras muito mais interessante do que Edwina, que se reveste de uma sucessiva fatalidade. Catelyn enfrenta desafios muito mais tenebrosos e a forma como se desenvencilha dos perigos é descrita de uma forma muito mais realista.




Embora este último volume não ter sido tão marcante quanto os outros, existiram personagens que, na minha opinião, se destacaram - Helgi e Helga, o que sofri pelo seu triste destino; Freya, de quem eu não apreciava por aí além inicialmente, mas que se revelou de um carácter forte e uma generosidade desmedida -  ela foi de todos, a personagem que mais me surpreendeu. 
Por outro lado, Thora, de quem eu gostava bastante decepcionou-se.





Mas numa visão geral, é uma óptima Saga, que nos entretém com boas histórias de amor, de política, de traição.
A autora entretém-nos durante quase toda a história com um desenrolar paciente, para no fim nos presentear com verdadeiros momentos de emoção. Quanto a mim, o final deixou-me com bastante curiosidade para a continuação, em "Os Três Reinos", que deixa adivinhar o desenlace de algumas pontas  soltas que ficaram por explicar e muito provavelmente, irá originar muitas mais questões. 
É bom ver que finalmente, os portugueses começam a dar importância aos escritores lusitanos, que são tão bons ou melhores do que muitos estrangeiros que aí andam, apenas não têm é tanta visibilidade num mercado bastante competitivo.

http://sandracarvalho.cjb.net/

http://mundosandracarvalho.blogspot.com/ 


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Os Pilares da Terra I, Ken Follet



"Do mesmo autor do arrepiante "A Ameaça", chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição."


Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 504
Editor: Editorial Presença
Colecção: Grandes Narrativas
P.V.P.: 20,00 €

Apesar de já o ter terminado há alguns dias, tenho estado a adiar escrever a minha opinião pois, pela primeira vez não sei bem por onde começar. Não há dúvida alguma de que foi um livro que me marcou consideravelmente, embora tenha de admitir que embora seja muito bom, não o posso catalogar como o melhor dos melhores de tudo o que já li. Foi diferente, simplesmente.
Todo o trama está muito bem delineado, em que certos acontecimentos que parecem não conter qualquer importância no fim estão todos interligados num emaranhado complexo.

Tive alguma dificuldade, em certas ocasiões em conseguir manter a concentração, de tão monótonas se tornaram as descrições, mas a teimosia em terminar o livro valeu bem o esforço.
Repleto de suspense, romance, erotismo e drama, somos transportados até à Inglaterra do Séc. XII, onde vivenciamos tudo com um realismo absoluto, desde à miséria e a crueldade patente nas pessoas com que nos deparamos, até aos tramas políticos.
Adorei conhecer Ellen e o seu filho, Jack, e estou cheia de curiosidade para desvendar o mistério por detrás deles. Por outro lado, irritou-me por vezes a ingenuidade desmedida do Prior Philip, que me pareceu estar demasiado deslocada das intrigas próprias da época. Mas isso é a minha opinião. Certamente que muitos discordarão.

Já tenho o segundo volume, o qual parto com algumas expectativas após o culminar do primeiro volume, e embora esteja um pouco limitada com o tempo, espero ter oportunidade para o ler o mais breve possível.



sexta-feira, 10 de abril de 2009

P.S. I Love You, Cecelia Ahern

Finalmente adquiri este livro! Confesso que criei bastantes expectativas em relação a este romance, mas enquanto não lesse o livro, não veria o filme. As criticas que li (tanto do livro como do filme) foram muito boas, e por essa razão espero não me desiludir com esta leitura. Deixo aqui a sinopse, com a promessa de que assim que o acabar de ler, faço a minha critica.


"Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a mesma discussão - qual dos dois se ia levantar da cama e voltar tacteando pateticamente o caminho de regresso ao apetecível leito? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num rito conjugal de pendor cómico a que nenhum desejava pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida sem Gerry. Simplesmente não sabia viver sem ele. Mas ele sabia-o, conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou uma forma de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher, incentivando-a a viver de novo. Mas como se sobrevive à perda de um grande amor? Holly ter-nos-ia respondido: não se sobrevive! Mas Holly sobreviveu! "



Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 376
Editor: Editorial Presença
P.V.P. € 14,96



sábado, 4 de abril de 2009

Persuasão, Jane Austen

"É em Persuasão, o último romance acabado de Jane Austen, que encontramos a sua heroína mais notável - Anne Elliot. Sobre ela escreveu, um dia, a autora: «Ela é quase demasiadamente boa para mim.» No entanto, naquela que é sua obra mais amadurecida, que descreve uma órbita de afastamento nítida em relação ao tom predominantemente satírico dos seus anteriores romances, Austen trata o carácter e os afectos da protagonista de uma forma que, sem perder totalmente de vista a ironia é, sem sombra de dúvida, muito mais terna, e anuncia já uma percepção mais aberta e dinâmica da personalidade e comportamentos humanos. Uma história de amor, desenvolvida com profundidade e subtileza, proporciona o campo ideal para um estudo reflectido, que sustenta na sua linha de horizonte o complexo relacionamento entre os dois sexos, e no qual, homem e mulher surgem como seres moralmente análogos."


Persuação foi a obra que me deu conhecer Jane Austen, até então desconhecida, excepto pelas referências a obras que foram editadas cinematograficamente. Narrado num estilo enriquecedoramente descritivo ( embora por vezes ronda o enfadonho), que demonstra os valores sociais da época, Persuasão conta a história de Anne Elliot e Frederick Wentworth, uma história de amor que se desenvolve subtilmente, e à medida que o enredo se desenrola vamo-nos deparando com outras personagens, algumas cativantes e bondosas, outras interesseiras e sem escrúpulos. Anne Elliot é uma personagem bastante interessante de analisar o seu percurso, em que embora seja perceptível que não lhe seja dado o valor merecido (ou qualquer valor sequer) pela sua família, demonstra bondade para com eles, tentando não magoar seja de que forma for as suas irmãs, e sentindo compaixão pelo seu pai. E por outro lado, embora continue irremediavelmente apaixonada pelo capitão Wentworth, a sua fiel amizade para com Louise Musgrove, não lhe permite que se intrometa no que está para lá do seu controlo.
Mas quando parecia que a história seguia um traço delineado, eis que se dá uma reviravolta proporcionando o culminar desejado da história já perto da sua conclusão.

Esta obra teve quatro adaptações, todas para a televisão:
- 1960, Reino Unido, dirigida por Campbell Logan;
- 1971, Reino Unido, dirigida por Howard Baker;
- 1995, EUA, dirigida por Roger Michell

- 2007, EUA, dirigida por Adrian Shergold.


Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 256
Editor: Editorial Presença
P.V.P. € 9,98




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Último Reduto, de Patricia D. Cornwell

"Em Cadáver não Identificado, Kay Scarpetta, a médica-legista chefe da Virginia quase perde a vida quando é atacada por um monstruoso serial killer, Jean-Baptiste Chandonne, o Loup-Garou. Agora o assassino encontra-se preso, mas o pesadelo está longe de terminar. É que a vida, profissional e pessoal, de Kay começa a ser investigada e ela arrisca-se seriamente a ir parar ao banco dos réus. Quem planeia esta terrível cilada? Com a ajuda do capitão Marino e da sua sobrinha Lucy, Kay descobre que tudo está ligado a um passado que ela tenta desesperadamente esquecer: a morte de Benton Wesley. O Último Reduto é um livro altamente introspectivo, no qual Scarpetta enfrenta a mais dolorosa das suas crises pessoas, deixando transparecer as suas debilidades e medos mais ocultos.
Patricia D. Cornwell dispensa apresentações. Autora de inúmeros bestsellers mundiais, ela é uma especialista do thriller não só pelo carácter inovador que introduziu neste género literário, como também pela empolgante e viva capacidade de escrita. O Último Reduto apara além de apresentar uma nova faceta de Kay Scarpetta, é igualmente um importante triunfo para Cornwell."


Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 456
Editor: Editorial Presença
P.V.P. €17,45

Patricia D. Cornwell, escritora estadunidense, com um passado de abandono e maus tratos, é uma das minhas escritoras predilectas neste género literário. Cornwell incorpora nos seus livros uma vivacidade que nos prende até à última página. As suas histórias são protagonizadas por Kay Scarpetta, uma médica legista que trabalha numa morgue e resolve casos de assassinato, e a acção é narrada por esta, onde é relatada uma realidade crua sem adornos. Scarpetta é uma personagem forte que neste livro sofre uma grande ruptura na sua vida, tanto a nível pessoal como profissional. Numa luta desenfreada para provar a sua inocência num caso em que será julgada, Scarpetta terá de lidar com a morte, a traição, a tortura, sem fraquejar. 


sábado, 10 de janeiro de 2009

Quem Ama Acredita, de Nicholas Sparks




“Jeremy Marsh vive em Nova Iorque, é um jornalista científico que trabalha para a Scientific American. O seu talento especial para desmistificar fenómenos paranormais fraudulentos faz dele uma personalidade pública e conceituada. O cepticismo é, naturalmente, uma das suas características. Agora, aí vai ele a caminho da Carolina do Norte, aonde alguém o chamou, da pequena localidade de Boone Creek, para esclarecer um fenómeno de luzes misteriosas que à noite têm sido vistas sobre um velho cemitério meio arruinado. Jeremy está convencido que lhe bastará apenas uma semana para desvendar o caso. Porém não espera que irá encantar-se com aquela pequena comunidade que o recebe calorosamente nem sobretudo com uma bela e enigmática bibliotecária. Ela disponibiliza-lhe gentilmente um gabinete onde ele pode pesquisar documentos antigos. A aproximação é inevitável, mas ambos sofreram amargas desilusões no passado. Jeremy, que passou por um divórcio, e Lexie, que se envolveu em dois casos amorosos que a deixaram profundamente magoada, vão ter de se confrontar com escolhas arriscadas se quiserem ficar juntos. Lexie está fortemente enraizada na sua comunidade e, além disso, não quer abandonar Doris, a avó que a criou e por quem nutre um imenso carinho. Estará Jeremy disposto a deixar Nova Iorque para ficar com a sua amada? Será ele ainda capaz de acreditar num grande amor?”





“Quem Ama Acredita” é um livro com uma história simples, que se desenrola de forma previsível, mas mesmo assim constitui uma leitura fácil e onde são exploradas as personagens e as suas fraquezas e expostos os seus sentimentos. É um romance com certos elementos que por vezes nos despertam várias emoções, e com outros que se tornam algo maçadores.

Embora não se possa considerar um grande romance, susceptível de nos transportar para o seu mundo, e nos fazer chorar e rir com as personagens, a história que envolve Jeremy e Lexie tem o seu encanto. Uma leitura agradável para um fim de semana.




"À Primeira Vista", é o livro que dá seguimento à história de Jeremy e Lexie. Fica aqui a sinopse:
"Até que ponto nos conhecemos a nós próprios e àqueles que amamos? Jeremy Marsh nunca teria imaginado que alguma vez viesse a deixar Nova Iorque, a sua família e os seus amigos para mudar-se para Boone Creek, uma pequena vila do Sul dos Estados Unidos com a qual estará familiarizado se leu o último romance de Nicholas Sparks, Quem Ama Acredita. Mas se Jeremy aprendeu algo durante o curto espaço de tempo passado nesta localidade é que há coisas para as quais não é possível encontrar explicação. Como estar a alguns meses de se tornar pai, quando a própria ciência inviabilizava esta opção. Ou como estar a ainda menos a meses de casar com Lexie, apesar de a ter conhecido há tão pouco tempo. Para estas duas pessoas que ainda lutam para se adaptarem uma à outra, tamanhas mudanças vão constituir uma fonte de crescentes tensões, capazes de pôr à prova os sentimentos que ambos nutrem pelo outro. Quando simultaneamente Jeremy recebe uns misteriosos e-mails que sugerem que ele não conhece Lexie tão bem como deveria e que ela lhe anda a ocultar aspectos da sua vida, sente-se vacilar. Será ela aquilo que parece à primeira vista? Mas o verdadeiro desafio à fé no amor de ambos ainda está para vir… Um livro de grande impacto emocional sobre confiança, novos começos e um amor infinito que constantemente redefine o nosso modo de encarar a vida e de ultrapassar os obstáculos que esta nos reserva."


Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 288
Editor: Editorial Presença
P.V.P. € 18,00


domingo, 4 de janeiro de 2009

SCRIPTUM - O Manuscrito Secreto, de Raymond Khoury

"A Terra Santa está perdida.
Aquele único pensamento invadia constantemente Martin de Carmaux, a sua brutal incontornabilidade mais aterradora do que as hordas de combatentes que entravam em massa pela brecha na muralha.
Fez um esforço para bloquear o pensamento, repeli-lo.
A hora não era de lamentar. Tinha uma tarefa.
Homens a matar."









“Deixando Acre para trás, envolta no clamor da batalha, os Cavaleiros do Templo partem a bordo do navio, transportando com eles o cofre misterioso que lhes foi entregue pelo Grande Mestre da Ordem, às portas da morte. Era o ano da graça de 1291, e o Ocidente perdia o Reino de Jerusalém para o domínio muçulmano... Mas algo de incomensuravelmente importante tinha de ser preservado, algo que revelaria a toda a civilização ocidental que havia erigido a sua fé sobre as areias movediças do logro...
Estava tudo a postos para uma memorável noite de gala – o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque ia inaugurar a Exposição dos Tesouros do Vaticano. Inesperadamente, quatro cavaleiros exibindo as insígnias da Ordem dos Templários invadem violentamente o interior do museu, semeando o pânico e a destruição. A sua investida tivera um único objectivo – roubar um codificador medieval. Mas, se alguém precisava tanto daquele dispositivo, era porque algures se encontrava um documento escrito em código, e de uma importância tal que parecia justificar a morte de inocentes... Chegados a esta conclusão, Sean Reilly, um agente do FBI, e Tess Chaykin, uma arqueóloga que assistiu ai assalto no Met, embrenham-se numa demanda de proporções homéricas que os faz mergulhar na história secreta dos cruzados e recuperar o último segredo dos Templários, a descoberta que poderá vir a alterar irreversivelmente o cenário religioso de todo o mundo cristão...
Scriptum – O Manuscrito Secreto é um thriller histórico e religioso empolgante, que entretece com magistralidade as lendas do universo dos Templários; o suspense quase insustentável do policial; reflexões de cariz religioso e espiritual sobre a Igreja, os evangelhos, a alquimia e as seitas heréticas; e uma criatividade literária invulgar. Um romance de estreia e inovador.”



A história tem inicio em Jerusalém, em 1291, com a fuga dos Cavaleiros do Templo da Terra Santa, invadida e pilhada pelos muçulmanos. Martin Carmaux e Aimard de Villiers, dois dos Cavaleiros são incumbidos de uma missão de extrema importância para a sobrevivência da Ordem.
Em Nova Iorque, no pós 11 de Setembro, o Museu Metropolitano de Arte é assaltado de forma invulgar, em plena inauguração da exposição de tesouros do Vaticano, por cavaleiros ostentando os trajes da Ordem dos Templários.
E dois acontecimentos, separados no tempo, que aparentemente em nada estão ligados, possuem algo em comum.
Ao estilo de Dan Brown, Raimond Khoury apresenta-nos este thriller, onde os acontecimentos vão-se sucedendo a uma velocidade estonteante, mas onde as personagens não são descuradas e são exploradas ao fundo. De fácil leitura, e sem se perder em pormenores técnicos, por vezes incompreensíveis e maçadores, como infelizmente acontece em vários romances deste género, este é um romance que aconselho vivamente.


Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 396
Editor: Editorial Presença
P.V.P. € 20,00

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O Sorriso das Estrelas


"No drama romântico O Sorriso das Estrelas (Nights in Rodanthe), baseado no bestseller de Nicholas Sparks, Diane Lane é Adrienne Willis, uma mulher que tem a sua vida num verdadeiro caos. Ela decide retirar-se para a pequena cidade costeira de Rodanthe, na Carolina do Norte, de modo a receber um hóspede no fim-de-semana, na pousada da sua melhor amiga. Ela espera encontrar a tranquilidade que tanto precisa, de modo a repensar a sua vida e todos os conflitos em torno dela – um marido que pediu para regressar para casa, e uma filha adolescente que contraria todas as decisões da mãe. Assim que Adrienne chega a Rodanthe, prevê-se uma grande tempestade e o Dr. Paul Flanner (Richard Gere) chega. O único hóspede na pousada pretendia passar um fim-de-semana em retiro, de modo a enfrentar uma crise de consciência que se apoderou dele. Com o aproximar da tempestade, Adrienne e Paul, ficam mais próximos e um mágico fim-de-semana, cheio de romance, irá mudar as suas vidas para sempre."




Rodeado de muitas criticas negativas, este é um filme que aconselho somente a grandes amantes dos romances dramáticos ao estilo de Nicholas Sparks. Apesar das boas interpretações de Diane Lane e Richard Gere, este romance carece de algum conteúdo, o que o torna algo previsivel.


Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 176
Editor: Editorial Presença
P.V.P. € 14,00