sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Highlander Negro, Karen Marie Moning

" Daegeus Mackeltar é um herói encantador assim como o seu pior inimigo. No final do anterior romance da autora, O Beijo do Highlander, Dageus usara os poderes dos druidas para viajar no passado e salvar o seu irmão gémeo, Drustan, que teria perecido num incêndio. Mas, ao fazê-lo, libertou os espíritos de treze maléficos druidas que agora vivem dentro dele. Durante a sua investigação de textos arcanos que podem conter a chave para aprisionar novamente os espíritos, Dageus conhece a muito curiosa Chloe Zanders, uma amante de antiguidades em Manhattan. Quando ela, acidentalmente, "tropeça" na sua colecção de documentos "emprestados", Daegus vê-se obrigado a mantê-la "sob a sua vigilância". A tensão e atracção atingem o ponto máximo quando os dois viajam até à Escócia para enfrentar os demónios de Daegus. A boa disposição de Chloe é a combinação perfeita para a sensualidade de Daegus. Esta história, selvagem e criativa, leva os leitores a uma viagem excitante através do tempo. "
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 304
Editor: Saída de Emergência
P.V.P.: € 17,91


Não gostei. Muito à semelhança do que sucedeu com o primeiro volume - o primeiro editado em Portugal, claro está -, O Beijo do Highlander, foi dada uma excessiva importância ao romance das personagens principais. Simplesmente toda a acção foi passada para segundo plano, sendo elevado o romance ao extremo a um ponto que já irritava ler. Apenas não o pus novamente na estante por teimosia. Até que nem desgostei do primeiro volume, apesar de ter ficado algo desapontada; mas este segundo então decepcionou-se extremamente. Porque a autora até que consegue criar uma boa trama, com elementos bastante interessantes, mas que ela limita-se a explorar o mínimo, dando todo o destaque ao romance, que confesso que não me convenceu por aí além: achei que aquele amor era demasiado rebuscado. E como é costume dizer-se: tudo o que é demais, também enjoa. 
Este livro apenas me despertou a atenção na parte final. Mas exactamente quando chega o ponto alto, aquele momento em que damos por nós a pensar - e agora??? -  que damos voltas e voltas à cabeça tentando adivinhar o que vai suceder, a autora opta por parar abruptamente, e dá uma explicação por demais simples e nada convincente. Nunca um livro me desiludiu tanto, e pensar que tinha tanto potencial, apenas não foi bem explorado.

E embora esteja a ser um pouco dura na minha critica,  tenho de acrescentar que por todas as razões e mais algumas, considero que este é um dos piores livros que já li até hoje.