quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Saga das Pedras Mágicas, Sandra Carvalho



Decidi que hoje chegara a altura de falar finalmente sobre uma autora portuguesa que se tem evidenciado no género fantástico. Estou a falar, claro está, de Sandra Carvalho. Quem não conhece a história de amor de Catelyn e Throst? Confesso que partilho da opinião de muitos leitores relativamente ao facto de o primeiro volume ter demasiadas coincidências com a Filha da Floresta de Juliet Marillier, e receei que a história não desenvolvesse por si só. Mas valeu bem a pena esperar, porque assim que essas semelhanças se dissiparam toda a história ganhou um novo contorno, com amores impossíveis e quezílias políticas. 


Até ao momento apenas li quatro volumes, tendo acabado recentemente de ler "O Círculo do Medo", e gostei bastante de todos, com especial destaque para o segundo volume: O Guerreiro Lobo.
Como personagem principal, Catelyn revelou-se deveras muito mais interessante do que Edwina, que se reveste de uma sucessiva fatalidade. Catelyn enfrenta desafios muito mais tenebrosos e a forma como se desenvencilha dos perigos é descrita de uma forma muito mais realista.




Embora este último volume não ter sido tão marcante quanto os outros, existiram personagens que, na minha opinião, se destacaram - Helgi e Helga, o que sofri pelo seu triste destino; Freya, de quem eu não apreciava por aí além inicialmente, mas que se revelou de um carácter forte e uma generosidade desmedida -  ela foi de todos, a personagem que mais me surpreendeu. 
Por outro lado, Thora, de quem eu gostava bastante decepcionou-se.





Mas numa visão geral, é uma óptima Saga, que nos entretém com boas histórias de amor, de política, de traição.
A autora entretém-nos durante quase toda a história com um desenrolar paciente, para no fim nos presentear com verdadeiros momentos de emoção. Quanto a mim, o final deixou-me com bastante curiosidade para a continuação, em "Os Três Reinos", que deixa adivinhar o desenlace de algumas pontas  soltas que ficaram por explicar e muito provavelmente, irá originar muitas mais questões. 
É bom ver que finalmente, os portugueses começam a dar importância aos escritores lusitanos, que são tão bons ou melhores do que muitos estrangeiros que aí andam, apenas não têm é tanta visibilidade num mercado bastante competitivo.

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