domingo, 8 de março de 2009

O Beijo do Highlander, de Karen Marie Moning


"Um romance inesquecível que atravessa o tempo...

Exausta do trabalho e saturada do quotidiano, Gwen Cassidy decide marcar uma viagem à Europa. O destino escolhido são as verdes Highlands da Escócia. Mas a esperança de encontrar o homem dos seus sonhos desvanece quando percebe que a sua fantástica viagem é afinal uma excursão de idosos. Frustrada, decide deambular sozinha pelas colinas de Loch Ness, onde acaba por escorregar e cair numa caverna há muito abandonada.
Nessa caverna, jaz Drustan Mackeltar, um lorde escocês adormecido por um feitiço há quinhentos anos, que começa a desenvolver um sentimento controverso pela fascinante personalidade de Gwen. Irreverente e impulsiva, ela não é nada como as mulheres que se cruzaram na sua vida. Será ela uma mulher à altura de um lorde como Drustan?
Agora Gwen terá de ajudar Drustan a regressar ao século XVI e desmascarar aqueles que interferiram com o seu destino. E depois será ela quem terá de lidar com um novo mundo, onde ser-se mulher é algo muito diferente daquilo a que está habituada
Um romance com um aroma de fantasia que vai arrebatar."

Este foi o primeiro romance que li desta autora, apesar de ser o 4º volume da série Highlander, mas o primeiro a ser traduzido para a nossa língua. É um romance ligeiro que se lê de uma assentada. Combina vários elementos susceptíveis que elevar este romance a um patamar elevado, tais como a escrita fluida e humorística de Moning, e um enredo original e cativante sobre os druidas e as viagens ao passado. Contudo, na minha opinião, está tudo muito centrado nas personagens principais, Drustan e Gwen, e no seu romance, não dando primazia a histórias secundárias, e isto sem querer descurar da qualidade de descrição da autora no romance destas duas personagens, que está muito bem delineado, mas sendo que a história se desenrola numa Escócia fantástica e mágica, era de se esperar que a autora fizesse mais alusão a mais lendas e descrições da beleza natural das highlands.
Existiram duas partes que mais me marcaram, por razões distintas. A primeira foi logo no ínicio do romance, quando Gwen encontrou Drustan, em circunstâncias originais e que a autora narrou de uma forma bastante espirituosa. Para mim, foi algo que me agarrou imeditamente à história, e se antes já sentia curiosidade para conhecer o seu desenrolar, este acontecimento permitiu que a curiosidade se acentuasse profundamente, e não descansasse enquanto não terminasse o romance.
A segunda parte que mais me marcou foi exactamente no fim, na carta de Silvan a Drustan e que permitiu que se revelassem alguns mistérios e fez surgir outros. Não revelarei aqui o conteúdo dessa carta, pois estaria a estragar o suspense de quem ainda não leu ou não terminou este romance, apenas irei referir que esta carta aguçou-me a curiosidade para a continuação da série Highlander.

Para ler um excerto, aqui.


Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 320
Editor: Saída de Emergência
P.V.P. € 18,85