quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Prazer da Noite, Sherrilyn Kenyon



"Querida leitora, Alguma vez quis saber como era ser imortal? Viajar pela noite caçando os vampiros que perseguem os humanos? Ter riqueza e força ilimitadas? Essa é a minha vida e é escura e perigosa. Sou herói de milhares, mas ninguém me conhece. E adoro todos os minutos. Pelo menos era o que eu pensava até que, certa noite, acordei algemado ao meu pior pesadelo: uma mulher conservadora, de camisa apertada de cima a baixo. Ou, no caso de Amanda, abotoada até ao queixo. É inteligente, sensual, espirituosa e não quer ter nada a ver com o paranormal, por outras palavras, comigo. A minha atracção por Amanda Devereaux vai contra tudo aquilo que represento. Já para não dizer que, da última vez que me apaixonei, isso me custou não só a minha vida humana como a minha alma. Ainda assim, sempre que olho para ela, dou por mim a desejar tentar de novo. A desejar acreditar que o amor e a lealdade existem. Ainda mais perturbador, dou por mim a perguntar se haverá alguma forma de uma mulher como Amanda amar um homem cujas cicatrizes da guerra são profundas, e cujo coração foi ferido por uma traição tão selvagem que não sei se voltará a bater de novo.

Kyrian da Trácia"



Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 304
Editor: Edições Chá das Cinco
P.V.P.: 16,18€


Bem para começar, devo dizer que a informação na contracapa não corresponde inteiramente à verdade quanto à descrição de Amanda Deveraux. Pelo menos, não foi dessa forma que eu vi a personagem. Não sei se mais alguém reparou e concorda nesse facto, mas adiante. 

Até que nem desgostei do seguimento da série Predador da Noite. No primeiro volume - Amante de Sonho - teci algumas criticas mais duras quanto ao facto de a história em si não ter sido mais aproveitada e ter-se centrado quase exclusivamente no romance entre as duas personagens principais, e a história de Julian não ter sido explorada de outra forma, mas como a AMB tão amavelmente me explicou [ obrigado :) ] isso acontece com o propósito de ser uma personagem que irá ser desenvolvida ao longo da série. 

Quanto a este volume, considero que teve mais conteúdo. Contudo, continuo a achar que o romance entre as personagens sucede demasiado rápido - pessoalmente aprecio mais quando estes são construídos mais lentamente, introduzindo mais dinâmicas, porque quando finalmente acontece tem muito mais emoção. É que chega a uma certa altura em que se torna aborrecido de tão previsível. 

Tirando este facto, acho que este livro foi elaborado de forma mais inteligente. Como afirmei anteriormente tem muito mais conteúdo, principalmente no que toca ao relato do passado de Kyrian, e elevou as minhas expectativas relativamente ao seguimento da série.

Considero ainda que houve uma melhoria - ou então era simplesmente embirração minha - mas neste livro gostei mais do tipo de escrita de Kenyon; não achei demasiado forçado, como tinha afirmando no Amante de Sonho, e tornou-se mais fácil de ler e de apreciar o romance de outra forma que não me fora possível no primeiro livro dela.