domingo, 7 de março de 2010

A Irmandade, Robyn Young



"Criado no seio da poderosa Ordem dos Templários, Will enfrenta um longo e sofrido período de aprendizagem às ordens do temperamental padre Everard, antes de conseguir tornar-se cavaleiro. Enquanto luta para sobreviver à rígida disciplina do Templo, Will tem de tentar perceber várias incógnitas: o seu próprio passado, o perigoso mistério que rodeia Everard e os sentimentos confusos que lhe desperta Elwen, a decidida jovem cujo caminho parece estar sempre a cruzar-se com o seu. Entretanto uma nova estrela se levanta no Oriente. O antigo escravo Baibars, um guerreiro impiedoso e um brilhante estratega, tornou-se um dos maiores generais e governantes do seu tempo. Perseguido pela sua vida passada, Baibars é conduzido por um desejo inabalável de libertar o seu povo dos invasores europeus. As duas histórias vão cruzar-se durante o extraordinário choque de civilizações a que no Ocidente se deu o nome de Cruzadas. O cavaleiro cristão enfrentará o guerreiro muçulmano numa luta que reflecte a ganância, a ambição e o fanatismo religioso que os move mas também a coragem, o amor e a fé."



Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 494
Editor: Livraria Civilização Editora
P.S.P.: 18,90 €


Numa análise mais geral, foi um livro interessante em termos históricos, bem delineado, mas complexo ainda assim, em que a acção se passa em vários lugares, e em que nos exige muita concentração para não nos perdermos nos pormenores da história.
Pessoalmente, exigiu-me muito esforço e atenção, e apesar de ter achado no geral interessante, muitas foram as vezes em que estive para fechar o livro e iniciar outra leitura. Felizmente, não o fiz. Mais para o final, são revelados os contornos que tornam a acção mais empolgante, e a verdade é que pretendo ler os dois livros seguintes desta saga. 
A nível de personagens, apreciei bastante o facto de nos ser revelado os pontos de vista de todos, o que contribuiu para que não considerasse haver personagens boas ou más, mas sim personagens com as suas próprias histórias, convicções, traumas que condicionam as suas próprias acções.