quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Os Pilares da Terra I, Ken Follet



"Do mesmo autor do arrepiante "A Ameaça", chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição."


Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 504
Editor: Editorial Presença
Colecção: Grandes Narrativas
P.V.P.: 20,00 €

Apesar de já o ter terminado há alguns dias, tenho estado a adiar escrever a minha opinião pois, pela primeira vez não sei bem por onde começar. Não há dúvida alguma de que foi um livro que me marcou consideravelmente, embora tenha de admitir que embora seja muito bom, não o posso catalogar como o melhor dos melhores de tudo o que já li. Foi diferente, simplesmente.
Todo o trama está muito bem delineado, em que certos acontecimentos que parecem não conter qualquer importância no fim estão todos interligados num emaranhado complexo.

Tive alguma dificuldade, em certas ocasiões em conseguir manter a concentração, de tão monótonas se tornaram as descrições, mas a teimosia em terminar o livro valeu bem o esforço.
Repleto de suspense, romance, erotismo e drama, somos transportados até à Inglaterra do Séc. XII, onde vivenciamos tudo com um realismo absoluto, desde à miséria e a crueldade patente nas pessoas com que nos deparamos, até aos tramas políticos.
Adorei conhecer Ellen e o seu filho, Jack, e estou cheia de curiosidade para desvendar o mistério por detrás deles. Por outro lado, irritou-me por vezes a ingenuidade desmedida do Prior Philip, que me pareceu estar demasiado deslocada das intrigas próprias da época. Mas isso é a minha opinião. Certamente que muitos discordarão.

Já tenho o segundo volume, o qual parto com algumas expectativas após o culminar do primeiro volume, e embora esteja um pouco limitada com o tempo, espero ter oportunidade para o ler o mais breve possível.