sábado, 18 de abril de 2009

A Ilha, Victoria Hislop

"Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza."



Este foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores livros que já li. Criei muitas expectativas, após ter lido criticas tão boas, e felizmente não me desiludi. Foi um livro capaz de me prender a atenção desde o início até à última linha, e foi com grande pena que cheguei ao fim. Não só pela construção das personagens e toda a trama, mas também por saber que havia uma base verídica, mergulhei mais profundamente na história e vivi intensamente todas as alegrias e todas as tristezas, observando tudo como se estivesse efectivamente presente na história. Spinalónga existe mesmo e foi uma colónia de leprosos entre 1903 e 1957, o que confere à história uma realidade nua e crua e serve ao mesmo tempo para nos chamar a atenção sobre algo que é verídico mas a que nunca foi dada grande importância: a doença e o estigma e as condições de vida a que os doentes estão sujeitos. A autora descreve pormenorizadamente a doença, como se manifesta e a forma como vitima os doentes e ilha de Spinalónga, no que se verifica que houve uma pesquisa aprofundada e mais importante do que tudo confere-lhe uma humanidade ao relatar as condições de vida das pessoas, e a forma como, embora soubessem que caminhavam para um fim eminente, seguiam as suas rotinas, trabalhavam, socializavam e amavam.
Ao longo da história, e através de diferentes gerações vamos conhecendo as perspectivas de várias personagens, mas as que mais me marcaram foram Eleni e a sua filha mais nova, Maria, não só por terem passado por Spinalónga, e terem enfrentado os maiores obstáculos inerentes á doença, mas também pela sua coragem e a sua bondade para com os outros, principalmente para com Anna, que pela sua natureza era rebelda e provocadora.
Apreciei também o facto de esta ser uma história sobre os valores familiares e sobre a amizade, que perdurou para além dos segredos e da doença.


http://www.civilizacao.pt/

Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 408
Editor: Livraria Civilização Editora
P.V.P. €16,00