segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin





"Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo. 
Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga: o anão Tyrion, ovelha negra do clã Lannister; Jon Snow, bastardo de Eddard Stark que decide juntar-se à Patrulha da Noite, e a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert, que pretende ressuscitar os dragões do passado para recuperar o trono, custe o que custar."


Normalmente tenho sempre grandes reservas em iniciar uma obra da qual todos falam, e todos admiram. A razão é simples: julgo que se cria uma expectativa envolvente, que não seria tão grande se o dito livro não fosse tão conhecido, e com isso as expectativas podem sair goradas. 
Mas, felizmente, este não foi um desses casos. Embora o inicio não me tenha prendido muito, devo confessar - pois esta já foi a segunda vez que peguei no livro, e da primeira vez não passei das primeiras páginas - forcei-me a ler, pois queria descobrir porque eram estes livros tão aclamados, o que tinham de diferente.
Foi a crueza dos actos dos personagens que ditou essa diferença - pelo menos para mim. De tão reais, tão cheias de imperfeições que os bons podem ser maus e os maus podem ser bons; em que conseguimos colocar-nos no lugar deles e compreender porque fazem o que fazem. Uma vez uma algo que se aplica neste caso: não estamos perante personagens e sim pessoas, o que faz com que sintamos uma grande empatia com elas. 
É preciso destreza para conseguir conjugar sentimentos tão contrários como humor e sobriedade, amor e ódio, e o autor fá-lo de forma exímia. E as personagens são tão ricas, que damos por nós em sentir o que eles sentem, ver o que eles vêm, e a desculpar os seus actos menos bons. 
Com este livro ri, chorei, e não se pode pedir menos do que isso para uma obra desta envergadura. 
Espero ansiosamente para ler a continuação, sendo que já tenho os dois volumes seguintes, o qual após posso acompanhar a série à medida que for lendo, pois é sempre bom podermos associar caras às nossas personagens. 


Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 400
Editor: Saída de Emergência
Preço: €19,03