quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ashling (1995)


‘ Sometimes dreams were gateways through which messages might come. Beasts called them ashlings: dreams that called…’
The powerful farseeker Elspeth is sent to Sutrium, seat of the totalitarian council that rules the Land, to seal an alliance between the secret Misfit community at Obernewtyn and rebel forces.
The journey takes her far beyond the borders of the Land, across the sea and into the heart of the mysterious desert region of Sador. Elspeth will need help to destroy the weaponmachines. But before her dark quest can begin, Elspeth must learn the truth of her dreams: she must understand why the Beforetimers destroyed their world …

É com bastante pesar que me apercebo que a espera da restante saga de Obernewtyn a ser editada em Portugal será em vão. Pela certa, outros leitores como eu, que devoraram os dois primeiros volumes, irão ficar desolados. Mas existe sempre uma alternativa: mandar vir do estrangeiro. Claro que é complicado para aquelas pessoas com mais dificuldades com o inglês. Mas o esforço compensa. Não só porque se pratica esta língua, mas principalmente porque nos confrontamos novamente com o mundo de Carmody.
Em Ashling é nos possibilitado um melhor conhecimento do funcionamento das Irmandades de Obernewtyn, assim como do Concelho e dos Pastores.Vagueamos pelos desertos de Sador e é nos dado a conhecer o fascinante e complexo mundo dos ciganos, encabeçado por umas das personagens que mais me cativou neste livro - Swallow.
Por fim, deparamo-nos com uma imersão ao passado através dos sonhos que assolam Elspeth e é engraçado o quanto este passado é tão parecido ao mundo que nós conhecemos hoje em dia, com a sua magnificência e as suas fraquezas, o que nos desperta para a crueldade que faz parte da humanidade.
Contudo é interessante descobrir ao longo desta saga que acontecimentos trágicos levaram à Grande Luz e como estes podem estar interligados com o presente.

É possível que esta saga tenha sido encarada como uma leitura demasiado juvenil pela maioria dos leitores, e daí apenas terem sido editados os dois primeiros volumes em Portugal; contudo, a minha opinião diverge nesse ponto - estes são livros para todas as idades. E a fantasia - embora eu encare esta saga como algo mais voltada para a ficção cientifica - não é um género voltado somente para os leitores mais jovens, e prova disso mesmo são os livros de Juliet Marillier, que mesmo sendo fantasistas são considerados uma leitura adulta. 


Quanto aos restantes livros, tenho os seis já editados. O sétimo volume - The Sending - será editado em Novembro, e o oitavo - The Red Queen - apenas sairá no decorrer do próximo ano. Será uma longa espera mas que valerá a pena.